A aliança Brasil-China e o mundo multipolar

Inventores do papel, da pólvora, bússola, papel moeda e macarrão, os chineses trabalham arduamente na construção de uma potência internacional. Em busca de melhorar a qualidade de vida da sociedade, pontos cruciais permanecem em desenvolvimento, como o aumento salarial, crescimento do consumo interno, reestruturação do sistema de previdência social, aumento na urbanização e flexibilização do registro interno de migração.
A China possui uma densidade demográfica significativa, capacidade política, estrutura militar e econômica, oferta industrial e uma estratégia global alternativa. Após flexibilizar a política de filho único, cabe agora um planejamento para difundir seus valores, tornando-se uma potência mundial reconhecida.
A qualidade de oferta no plano comercial ganha relevância ao criar marcas internacionais, investir em desenvolvimento tecnológico e design de produtos. O Estado de bem estar social e autonomia são pontos determinantes para o avanço dos mercados em desenvolvimento.
De acordo com Dugin, o caminho do desenvolvimento da 4ªTP (Quarta Teoria Política) – que não é fascismo, nem comunismo e nem liberalismo – será realizado por meio de:
Reconsiderar história política, sua estrutura e ideologias;
Entender a estrutura da sociedade global;
Decifrar o paradigma da Pós-Modernidade;
Aprender a se opor ao status quo;
Construir um modelo político autônomo.
A Unipolaridade, com o ocidente global como centro, afirma a hegemonia estadunidense. A base de uma nova aliança para mudar a realidade social será aplicada com estratégias políticas e econômicas de países emergentes atuando em cooperação. A 4º TP pretende unir as visões políticas e religiosas, em luta contra o inimigo comum. Seus princípios são: justiça social, soberania nacional e valores tradicionais. Esta teoria visa a autenticidade da existência para que seja antítese de todas as formas de alienação nacional, social, econômica, religiosa ou metafísica.
A aliança entre o Brasil e a China é a principal estratégia nesta nova ordem mundial multipolar. Por um lado, a China precisa desenvolver novos mercados para garantir crescimento interno, por outro, o Brasil necessita de liquidez, crédito e investimento. Ao reconhecer a economia de mercado chinesa, a balança de poder ganha contrapeso no mundo multipolar. O objetivo do BRICS deve compor sua política de Estado e garantir melhora para os povos. Já dizia John Foster Dulles: “não há países amigos, mas com interesses comuns”.
REFERENCIAL
DUGIN, Alexander. A quarta teoria política. Curitiba: Editora Austral, 2013
Publicado em: http://ujs.org.br/index.php/noticias/a-alianca-brasil-china-e-o-mundo-multipolar-por-irany-assis/

